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31.1.05
BIG FARSA BRASIL
Tá... eu sei que já faz um tempinho mas não custa falar no assunto. Vocês ainda lembram da primeira semana do Big Brother Brasil? Pois bem, no dia do primeiro "paredão", um animado Pedro Bial disse, logo que o programa começou, que já tinham sido contabilizados até aquele momento nada mais nada menos que 5 milhões de votos(guardem bem os números, ok?).
A marca, claro, foi recebida até com comemoração entre os participantes. Significava popularidade para eles e dinheiro para a Globo.
Até aí tudo bem. Foi então que o programa chegou ao seu momento crítico: Bial encerrou a votação com 6 milhões de votos(guardaram?) e, antes anunciar quem seria o(a) eliminado(a), comenta sobre um fato inédito: a virada histórica de um participante que, antes do programa começar, tinha 70% de rejeição. Por isso, com 50,4% dos votos, Juliana era a eliminada.
Vamos então às contas: Número de votos até o programa começar: 5.000.000 Votos para tirar Jean até o programa começar: 3.500.000 (70%) Votos para tirar Juliana até o programa começar: 1.500.000 (30%) Votação final: 6.000.000
Ou seja, mesmo que Juliana tivesse recebido TODOS os 1 milhão de votos de diferença que foram dados durante o programa, chegaria a 2.500.000. E o professor continuaria com 3.500.000.
Logo, ele teria sido eliminado com 60% dos votos.
Moral da história: meu post abaixo perdeu com-ple-ta-men-te o sentido.
Dedicado ao Márcio e ao meu amigo Léo Rocha, que diria: "Sai fora, prego!".
Valeu Saulo!
A ÚLTIMA
Agora chega de entrar gente nessa casa, né?
30.1.05
CAOS OU CAÔ?
Clodovil, Caetano Veloso, Kleber Bam Bam, Fernanda Montenegro, José Serra, Antonela, Preta Gil, e uma infinidade de outras celebridades autênticas ou instantâneas come, todo santo domingo, o pão que o diabo amassou nas mãos - ou melhor, no microfone desplugado - de Rodrigo Scarpa, o popular Repórter Vesgo do programa Pânico na TV. A fórmula é ousada: um repórter inquieto aborda famosos com perguntas ou gestos com resultados constrangedores. Por exemplo, perguntar para a Marília Gabriela se o filho dela, "o Reynaldo Gianecchini" está bem ou pedir para aquele(a) ex-BBB divulgar seus novos "projetos" num microfone desligado.
A saia justa faz sucesso. É o tipo de "maldade" que, se não adoraríamos ver ou fazer, pelo menos já foi comentário viperino numa mesa de bar ou no salão de beleza. Negar é hipocrisia e o Pânico na TV segue a trilha do seu original na Rádio Jovem Pan: é um sucesso. O programa é engraçadíssimo - já deixaram os Cassetas para trás há muuuito tempo (no bom sentido, é claro) - e o quadro do Repórter Vesgo é um dos mais esperados pelo público e comentados pela imprensa. O rapaz, que até outro dia era um quase figurante do falido programa de Marcos Mion na Band (ele aparecia fantasiado de corvo, coitado), hoje é figurinha fácil nas páginas dos maiores jornais e revistas do país. Sua ousadia e criatividade deram uma nova cara aos domingos caretas da TV e cutucaram a mesmice de Gugus e Faustões. Marcelo Tas, pioneiro nesse tipo de "reportagem" no Brasil, chegou a chamá-lo na Folha de São Paulo de "herdeiro do Varela". Um elogio e tanto. Para quem não sabe, Ernesto Varela, personagem do próprio Tas nos anos 80, foi o repórter cara-de-pau da época. Menos cômico e mais crítico que o Vesgo, Varela (ou Tas) foi o autor da famosa pergunta para Paulo Maluf: "É verdade que o Sr. é ladrão?"
Ironia do destino, o Repórter Vesgo, algoz das celebridades, acabou virando uma delas. E como tal, está sujeito a ataques daqueles que querem (ou queriam, vá saber...) seguir seus passos. Uma espécie de seleção natural na qual surgiu Elcio Coronato, apresentador e produtor da TV Caos.
Também apostando na polêmica, Elcio anuncia em seu site que "odeia seres humanos" e provoca sua audiência com perguntas e declarações como "O que é você?", "Você percebe o que faz?", "Isso terá conseqüências!", "Esqueça suas verdades!", "Você também faz parte disso!", "Pare de culpar os outros, o culpado é você!" entre outras.
Logo em seguida, Elcio protagoniza 22 vídeos com durações e teores diferentes. Como no fim das contas a impressão mais forte é a que fica, ao contrário do Repórter Vesgo, Elcio parece ser mais agressivo, mais marginal. Nem quando tenta ser "bonzinho" ou simpático com seus entrevistados ele baixa a guarda. Faz questão de manter a pose e parece ter vestido uma máscara de Johnny Knoxville. Aliás, as referências são claras. Ora Elcio lembra Jackass, ora lembra Michael Moore, ora lembra Cazé, ora lembra Sérgio Mallandro e ora lembra (pasmem!) o Repórter Vesgo. Talvez porque os vídeos das modelos se pesando com balanças adulteradas num desfile de moda e do combate ao cigarro já tenham sido exibidos em rede nacional pelo Pânico na TV. Mas aí, o próprio Elcio me escreve e diz que seus vídeos foram produzidos pelo menos 6 meses (!!!) antes dos similares de Vesgo e cia. "Fica claro quem copiou quem" - diz. Coincidência demais? Será?
É no mínimo curioso ver o Repórter Vesgo sem a posse do microfone, do outro lado do paredão. E neste papel de caça, Vesgo não se saiu nada bem. Ou melhor, o Rodrigo não se saiu bem. Sem terno, sem Silvio, sem microfone, o Vesgo não é o Vesgo. Ele até chegou a ensaiar uma risadinha mas... a roupa no estilo jogador-de-futebol-no-pagode não negava: era o jovem Rodrigo, gente boa, quem estava ali.
Elcio por sua vez, no papel de caçador, também não se saiu bem. Como ainda está engatinhando (é tão jovem quanto Rodrigo), abusou do mau humor, do chiclete, da trilha sombria e corre o risco de ser taxado como "invejoso" ou "arrogante". Independente de riscos, Elcio demonstrou coragem, inteligência e oportunismo - não vai parar por aí - dando o primeiro passo para alcançar seu verdadeiro objetivo: ser a celebridade da vez.
Ele pode até negar. Mas se o fizer, pode ouvir o que tanto gosta de afirmar: "Esqueça suas verdades!"; "Você também faz parte disso!"; "Pare de culpar os outros, o culpado é você!". Afinal, o que vale mais a pena? Ser celebridade ou continuar achando que Cidadão Kane é um documentário? Isso terá conseqüências. Um dia é da caça, o outro...
PS: fui informado que a foto acima, de Evandro Monteiro/Digna Imagem, foi na verdade tirada em São Paulo, no Vale do Anhangabaú em 09/10/2004 e está concorrendo a prêmio(s) no exterior. Merece ganhar. É sensacional.
PS - A matéria do Ciro Baitol... digo, Ciro Boiol... digo, Ciro Baunilha é exclusiva para assinantes do UOL. Mas assim que alguma boa alma me enviar a página do jornal Agora São Paulo (Show Agora de hoje) escaneada, eu a coloco aqui.
Moral da história: finalmente descobrimos porque os últimos 35 anos não foram lá essas coisas.
Moral da história (2): ele não precisa mais vir pra cá. Mas os amigos podem continuar indo "para o outro lado", obrigado.
Moral da história (3): vaso ruim não quebra.
5.1.05
CONFETES
Tá... 2004 já acabou e, com ele, o post dos vídeos do William Bonner. Mas não é que até hoje eu recebo e-mails com matérias (abaixo) que falaram sobre o assunto?
Recorde absoluto: mais de 2 MILHÕES de pessoas acessaram os vídeos. Já imaginou o que vai acontecer quando eu colocar o strip-tease do Bóris Casoy no ar? Tem noção?